ITTF World Cup Macao 2026: Hugo Calderano volta a brigar no topo, Bruna Takahashi confirma força brasileira
A edição mais recente da ITTF World Cup em Macau foi a de 2026, disputada entre 30 de março e 5 de abril na Galaxy Arena. No fechamento do torneio, Wang Chuqin ficou com o título masculino e Sun Yingsha conquistou o feminino, em uma competição que reuniu a elite do tênis de mesa mundial e manteve o formato duro da Copa do Mundo: fase de grupos em melhor de cinco sets, com apenas a líder de cada chave avançando ao mata-mata, e depois confrontos em melhor de sete.
Pelo lado brasileiro, Hugo Calderano chegou a Macau carregando um peso enorme, e também uma credencial do mesmo tamanho. Atual campeão da competição e top 3 do ranking mundial na abertura do torneio, ele entrou na chave masculina como um dos nomes centrais da edição. Na fase de grupos, venceu Lubomir Jancarik por 3 a 0 e depois passou por Kristian Karlsson por 3 a 2, resultado que garantiu a liderança do Grupo 3 e manteve viva a defesa do título.
Nas oitavas, Hugo teve seu teste mais dramático. Diante do japonês Shunsuke Togami, precisou sobreviver a um jogo de sete sets e venceu por 4 a 3, com parciais de 11/6, 8/11, 4/11, 11/4, 10/12, 11/4 e 11/9. Foi uma partida que exigiu leitura, paciência e força mental, porque o brasileiro esteve o tempo todo sendo empurrado ao limite. Já nas quartas, a resposta veio em nível altíssimo: vitória por 4 a 0 sobre Alexis Lebrun, com parciais de 11/8, 11/7, 11/9 e 11/8, em uma atuação dominante que o recolocou entre os quatro melhores da Copa do Mundo.
A caminhada de Hugo parou na semifinal, diante do número 1 do mundo. Wang Chuqin venceu por 4 a 1, com parciais de 11/7, 11/3, 11/7, 6/11 e 12/10. Mesmo sem chegar à final, Calderano saiu de Macau no pódio, com bronze, e com uma campanha que reforça seu lugar entre os protagonistas permanentes do circuito internacional. Depois de entrar como defensor do título, ele terminou novamente em posição de destaque, mostrando que o Brasil continua presente no andar mais alto do tênis de mesa mundial.
Na chave feminina, Bruna Takahashi fez uma campanha de afirmação. Cabeça de chave do Grupo 16 e número 21 do mundo na abertura do torneio, ela estreou com vitória sólida sobre a argelina Tania Morice por 3 a 0, com parciais de 11/4, 11/6 e 11/7. Na rodada decisiva da fase de grupos, encontrou Bernadette Szocs em um confronto direto pela vaga e reagiu depois de perder o primeiro set, vencendo por 3 a 1, com parciais de 5/11, 11/8, 11/5 e 11/5. Com isso, Bruna terminou na liderança da chave e avançou ao mata-mata.
Nas oitavas de final, Bruna encarou a japonesa Honoka Hashimoto e foi superada por 4 a 1, em parciais de 11/6, 11/4, 11/3, 10/12 e 11/4. O resultado encerrou a campanha brasileira no feminino, mas não diminui o tamanho do torneio feito por ela. Em uma competição em que só a líder do grupo sobrevive, Bruna passou por uma chave curta e traiçoeira, venceu confronto direto contra uma adversária de ranking próximo e voltou a colocar o Brasil no mata-mata da Copa do Mundo.
No saldo final, Macau 2026 deixou uma leitura clara para o Brasil. Hugo Calderano manteve o país na disputa por medalhas e mostrou, mais uma vez, nível para enfrentar qualquer mesa-tenista do planeta. Bruna Takahashi confirmou consistência, maturidade e presença competitiva em um torneio que não permite margem para erro. Em um evento vencido pelos números 1 do mundo, Wang Chuqin e Sun Yingsha, os brasileiros saíram com campanhas que ajudam a sustentar o Brasil como uma potência real fora do eixo asiático no tênis de mesa atual.



