Votorantim recebe a II Etapa do TMB Estadual e reforça a força do tênis de mesa paulista em 2026
A temporada 2026 do tênis de mesa paulista ganhou mais um capítulo importante nos dias 18 e 19 de abril, quando o SESI Votorantim recebeu a II Etapa do TMB Estadual da Federação de Tênis de Mesa do Estado de São Paulo. Depois da abertura do circuito em Guarulhos, no fim de março, a parada em Votorantim consolidou a sequência do calendário e ampliou a disputa por pontos em um ranking que já conta com acompanhamento oficial de resultados e Troféu Eficiência ao longo da temporada.
A etapa teve peso esportivo e também institucional. O evento foi organizado pela FTMSP em parceria com o SESI-SP, com entrada gratuita ao público, e foi desenhado para ocupar dois dias inteiros de competição. No sábado, a programação foi dedicada às categorias Sub-7 ao Sub-21. No domingo, entraram em ação as categorias Adulto e Master, em uma dinâmica que manteve o ginásio ativo desde as primeiras horas do dia e misturou formação, renovação e alto rendimento no mesmo ambiente competitivo.
Esse desenho de competição ajuda a explicar por que o Estadual paulista segue sendo uma das vitrines mais relevantes da modalidade no país. Em Votorantim, a proposta não foi apenas reunir atletas para mais uma rodada de ranking, mas colocar na mesma etapa a base, os jogadores em transição e os nomes mais experientes do circuito estadual. O próprio material de divulgação do SESI destacou a presença de atletas de diversas regiões do estado, reforçando o caráter abrangente da etapa e seu papel como ponto de encontro técnico do tênis de mesa paulista.
Outro sinal de maturidade da competição está na forma como ela foi estruturada e documentada. A FTMSP disponibilizou oficialmente a circular da etapa, os boletins de resultados olímpico e paralímpico e também o arquivo específico do Troféu Eficiência, mostrando um evento com organização formal, registro competitivo e impacto direto no andamento da temporada. Em um circuito estadual forte, isso importa muito: não se trata apenas de jogar bem em um fim de semana, mas de construir consistência, pontuar para o ranking e fortalecer o desempenho coletivo dos clubes ao longo do ano.
Dentro de quadra, alguns nomes apareceram com destaque nos recortes públicos pós-evento. No Absoluto A Feminino, Mariana C. Abílio apareceu no topo do pódio, em um resultado de peso dentro de uma das categorias mais observadas da etapa. No mesmo balanço, Isabel C. Leal foi apontada como campeã da Master 50 A, enquanto Massao Sasaki venceu a Master 60 B, mostrando como a etapa em Votorantim também teve relevância forte nas categorias veteranas, tradicionalmente importantes no cenário paulista.
No masculino, a categoria que mais naturalmente concentra atenção é o Absoluto A, e a etapa de Votorantim contou com Allan Sarmento na final dessa prova, um indicativo claro do nível técnico presente no torneio. Allan já tem histórico de protagonismo em competições nacionais organizadas pela CBTM, inclusive com título no Absoluto A masculino por equipes em Brasileiro anterior, o que ajuda a dimensionar o peso de sua presença em uma etapa estadual. Quando um nome desse porte está envolvido na decisão, o torneio ganha não apenas competitividade, mas também relevância simbólica dentro da temporada.
No plano coletivo, a etapa também serviu para medir profundidade de elenco e força de clube. Um dos registros públicos posteriores ao evento apontou o Nosso Clube na terceira colocação geral do Troféu Eficiência, dado que reforça como o Estadual paulista não é decidido só pelos campeões das principais chaves, mas também pela capacidade de cada equipe de pontuar em várias frentes. Esse é um dos traços mais interessantes do circuito: ele premia excelência individual, mas valoriza igualmente estrutura, regularidade e trabalho de base.
No fim das contas, a II Etapa de Votorantim cumpriu bem o papel que se espera de um evento desse porte. Entregou continuidade ao calendário, manteve o ranking estadual em movimento, reuniu categorias de idades e níveis diferentes no mesmo palco e reforçou a imagem de São Paulo como um dos centros mais fortes do tênis de mesa brasileiro. Mais do que uma simples segunda rodada do ano, a etapa funcionou como termômetro técnico da temporada e como vitrine do ecossistema paulista, onde base, clubes, veteranos e elite competitiva seguem convivendo no mesmo circuito, elevando o nível do esporte a cada nova parada.



