Aos 19 anos, Félix Lebrun acaba de alcançar um território que o tênis de mesa francês não visitava há mais de três décadas.
Depois de conquistar o Europe Smash 2026, em Malmö, na Suécia, o francês alcançou a segunda posição do ranking mundial, estabelecendo a melhor marca de um jogador da França desde a geração de Jean Philippe Gatien, campeão mundial em 1993 e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.
E o caminho até o feito ajuda a dimensionar o tamanho da conquista.
Lebrun passou pelo brasileiro Hugo Calderano nas quartas de final, derrotou Darko Jorgic na semifinal e encontrou Tomokazu Harimoto na decisão. A vitória sobre o japonês garantiu ao francês seu primeiro título de simples em um Grand Smash.
Ele também se tornou o primeiro francês da história a conquistar um Grand Smash de simples masculino.
Mas Félix não parou por aí.
Ao lado do irmão Alexis Lebrun, também conquistou o título de duplas masculinas em Malmö. Os irmãos já haviam vencido juntos o Singapore Smash em 2026, consolidando uma temporada que coloca a França definitivamente entre as maiores forças do tênis de mesa mundial.
O crescimento francês ganha ainda mais peso quando colocado em perspectiva.
Durante décadas, a disputa pelas primeiras posições do ranking masculino esteve fortemente concentrada entre atletas asiáticos, especialmente chineses, japoneses e sul coreanos. Nos últimos anos, porém, nomes europeus voltaram a pressionar esse domínio.
E Félix Lebrun passou de promessa a protagonista em velocidade impressionante.
Medalhista olímpico aos 17 anos em Paris 2024, campeão de Grand Smash aos 19 e agora número 2 do mundo, o francês começa a transformar uma pergunta que parecia distante em algo cada vez mais concreto:
até onde Félix Lebrun pode chegar?



